Quando não se compreende, rotulamos. Perdemos tempo demais a pensar, a categorizar, a atribuir significados e conceitos a factos, ocorrências, sentimentos e razões alheias. Não acredito em génios ou mentes geniais que não tenham sido torturadas ou atordoadas por um assaz sofrimento e penosa incomprensão. Não acredito em vidas limpas e lineares. Não acredito nos batimentos cardiacos de quem nunca esteve num abismo ou de quem nunca experimentou a destruição do ácido de uma vida derrubada... Não acredito na pacatez e não acredito em modelos matemáticos e de causa efeito para prever comportamentos e tendências futuristas. Não gosto de exactos, gosto de prosadores e caminhantes na vida. Gosto de pessoas que me sabem descrever o fel e o mel da saudade. Gosto e acredito em Seres humildes e cicatrizados de esperança.
Acredito naquilo que fomos, somos e seremos capazes de fazer em conjunto.Acredito em mim. Acredito no meu filho. Além e aquém de todos os rótulos e representações que nos atribuem, seremos sempre pessoas melhores que o comum dos cientistas exactos ou dos poetas vazios que nunca conheceram a ciência e a palavra do desalento que se torna ácido na alma. Quem sobrevive a essa destruição, sobrevive à ignorância.
Obrigada por me tornares diferente, meu filho.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário